4BAIXA // A Traditional Portuguese Day

Tendo como ponto de partida e espaço de intervenção o comercio da baixa pombalina, a equipa 4BAIXA, que ficou mesmo reduzida a 4 elementos (Bárbara, Margarida, Carolina e Nuno), decidiu focar-se no comércio tradicional que está cada vez mais a perder o seu valor. O nosso objectivo seria portanto dinamizar e promover esse comércio, dirigindo-nos mais precisamente aos turistas.

Começámos por mapear todo o tipo de comércio que existe na baixa, todos os intervenientes existentes, todos os problemas e quais as mudanças/soluções, das mais obvias às mais absurdas, para cada problema.

Fomos à rua falar pessoalmente com os comerciantes dessas lojas, com turistas, fomos  ao posto de turismo e a um hostel, e chegamos à conclusão que realmente há uma procura e interesse por parte dos turistas por esse tipo de lojas e comércio tradicional, mas não existe nada que lhes indique onde ir, e que lojas realmente existem!

Desse modo, decidimos criar, em primeiro lugar, um mapa/folheto/flyer, acessível a toda a gente, com um mapa da baixa e com a sinalização de todas as lojas tradicionais da baixa. Em segundo lugar, iríamos criar um pack “A traditional Portuguese Day” que iria incluir o mapa com todas as lojas tradicionais da baixa, um livrinho com uma pequena explicação da historia de cada loja, e uma espécie de acetato (para por por cima do mapa) com as lojas seleccionadas para fazer um roteiro. Esse roteiro iria incluir um pequeno almoço e almoço tradicional, a visita a por exemplo 6 lojas diferentes, onde o turista iria viver uma experiência, tendo a possibilidade de degustar por exemplo a ginginha, ou levar uma conserva da conserveira. Também pensámos em incluir no nosso pack uns postais personalizados, umas raspadinhas que poderiam dar direito a um prémio numa das lojas, e uma máquina fotográfica descartável, para que as pessoas gravassem os momentos e depois partilhassem no nosso site.

Esta seria apenas uma das experiências que o nosso pack poderia incluir. No nosso site iríamos ter todas as lojas existentes separadas por categorias e assim as pessoas poderiam criar o seu próprio roteiro dependendo do seu gosto e interesse. Também pensámos em fazer workshops nas lojas, ou por exemplo um roteiro gastronómico.

Com isto o nosso objectivo é promover o comercio tradicional da baixa pombalina, aumentando assim o comércio; motivar os comerciantes; dar a conhecer aos turistas e não só, todo o tipo de comercio tradicional que está a ser cada vez mais desvalorizado; fornecer aos turistas boas recordações e uma experiência inesquecível que o faça querer voltar a lisboa! 🙂

MonkeyBusiness e Os Mestres do Ofício!

Ora, após uma semana de treino intensivo no campo das artes marciais (ninja mothefasdasdasd destruction!) resultou também, um serviço que procura dinamizar o comércio tradicional na baixa pombalina.

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Fig. 1 e 2, Entrevistas à Sra. Isabel Martins, loja de Carimbos e aos senhores, Vitor Telmo, Eletricista, e ao seu cliente Rui.

Deste modo, e resultado dos dois primeiros dias de investigação e organização de informação, a equipa propôs-se a Criar uma network que promova a cooperação e transmissão de conhecimento entre o público e os serviços prestados na baixa.

E assim aconteceu. Com base na necessidade de atrair um novo público e de renovar a dinâmica dos espaços tradicionais, uma vez que, a baixa era o pólo de serviços especializados (retrosarias, sapateiros, electricistas, ferragens, borrachas etc.!) que perdeu clientes com a abertura das grandes superfícies (Aki, Leroy Merlin e outros) e com a diminuição do número de residentes.

A solução apresentada consistiu na criação de uma plataforma online que permitisse, não só a divulgação/localização das lojas de comércio especializado (desde carimbos a ferragens e outras) como a aprendizagem, com esses mesmos lojistas, sobre uma determinada área do conhecimento.

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Fig.3 Teste de protótipos.

Mais do que um serviço/produto, estes lojistas têm o conhecimento e a experiência sobre um determinado campo, estes são os verdadeiros Mestres do Ofício. Através da criação de workshops pontuais, seria possível atrair um público diferente e mais jovem, e promover a baixa enquanto um “centro comercial ao ar livre”.

O valor criado, reside não só na transmissão de conhecimento como também em valor monetário através das inscrições em workshops e no aumento de clientes para o comércio tradicional.

Queremos deixar aqui um muito obrigado a todos os participantes, monitores e oradores por todo o apoio e conhecimento que nos transmitiram ao longo desta semana!

Aos mestres do ninja e aos mestres do Design de Serviços,

Até já!

É só o início… Camar(ON)s!!! Passam a….

Primeiro um almozitto! Nada com encher o “bandulho” para ter planos de intervenção -ataque- mais acertados!

Este “É AQUI” foi um prótotipo rápido que desenvolvemos, para aplicar na porta das lojas que aderissem à nossa experiência, para tentar perceber se isto as faria entrar. Só por curiosidade.

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(Nós camaroneando em busca de lojas de comércio local que aderissem a nossa ideia.)

Mas o que é a nossa ideia?

Segundo o levantamento que fizemos aos intervenientes da Baixa-Pombalina, (Turistas, lojistas, moradores, trabalhadores etc.) e claro perante as perspectivas de cada um, chegamos ao problema: As pessoas não entram nas lojas!! (porquê?).

E aí fomos. Desenvolvemos algo tão simples quanto um círculo com uma mensagem, numa cor berrante e quisemos perceber o que acontecia.

 

A 1ª loja onde entramos foi “A outra face da lua”, na verdade eles não têm falta de movimento, mas ainda assim, para a experiencia pareceu-nos um bom startpoint!

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(bolinha no chão com seta na direcção da loja)
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depois: (Este foi o nosso primeiro “fruto”, Vincenzo Di Maria, viu a nossa intervenção e por curiosidade entrou na loja… infelizmente não conseguimos falar com ele muito tempo, mas deixou-nos o seu contacto e mostrou-se altamente disponível. E TAM TAM!! quando nos deu o seu cartão de visita percebemos que pertencia à commonground, uma organização muito ligada a tudo o que tinhamos vindo a aprender no workshop.

Nesta primeira experiência actuamos com:

1) um círculo amarelo “É AQUI” na porta da loja

2) um círculo no início da rua com uma seta na direcção da loja (nos 2 extremos da rua)

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(Intervenção na ourivesaria da Dona Amandia)

“Já ando na luta há 45 anos” (diz a sorrir)

“Para a minha loja pretendo clientes”

“Acredito que esta vossa acção pode trazer mais movimento para toda a Baixa”

Um vizinho de loja da Dona Amandia disse-nos: “Vocês se metessem aqui um “granda” nariz a sair cá pra fora??!! Isso é que era!” (a sugestão foi anotada)

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(experiência, marcas a tracejado no chão)

1º Marcas lisas -cartolinas cortadas s/ texto- pessoas não paravam para olhar/não reparavam.

2º Marcas com texto e setas -escrevemos na cartolina o link do blog- pessoas paravam, liam, seguiam as setas.

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(de outro ângulo)

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(na pastelaria)

“Posso dizer que “é aqui” que se vende a melhor sandes de leitão da Baixa?”

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(intervenção na loja de cerâmica)

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Agarramos em toda a informação de trabalho de campo e fomos anotar problemas detectados, sugestões, caminhos por onde ir, marca, logo etc.

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(esta é a nossa marca e o nosso logo)

Apareceu a Bis.ba pelo maior problema detectado, a falta de movimento.

Então é isto que a Bis.ba procurará desenvolver um CONVITE à arte da BISBILHOTICE. 

“Venha meter o nariz, onde é chamado!!”

O projecto continua em desenvolvimento… não queremos parar por aqui.

http://www.facebook.com/Bis.baLisbon

fica aqui o nosso facebook, esperemos trazer novidades brevemente!

Até já?

ATÉ JÁ CERTAMENTE!!

Um obrigada por tudo a todos.

 

 

1) Desde já agradecer a todas as lojas e pessoas que participaram nesta primeira fase experimental do projecto.

2) Isto ainda não é um produto final.

3) Todas as sugestões são bem vindas!

 

 

 

The end…

O curso terminou e para nós o balanço é muito positivo! Ideias excelentes, um grupo fantástico e uma semana inesquecível. Ficamos a torcer para que as ideias/propostas se concretizem. O potencial existe.

Um obrigado e parabéns à Filipa, ao João, ao Pedro, à Margarida, à Bárbara, ao Nuno, à Carolina, ao Luís, à Salomé, à Naide, à Inês (Pedro!) e à Diana.

Brevemente iremos colocar on-line as ideias geradas.

Not the end, just the beginning! 

Dia 5 – Convidados de luxo!

Hoje contámos com a presença de convidados de luxo para assistirem às apresentações e comentarem as propostas dos participantes.

Um muito obrigado à Sofia Pereira (Direcção Municipal da Economia e Inovação da CML), ao João Vasconcelos (StartUp Lisboa), à Susana Branco e à Maria Coutinho (Cooperativa Criativa), ao Rui Quinta e ao Professor Paulo Parra (Faculdade de Belas Artes de Lisboa).

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Nunca é demais agradecer também aos restantes convidados e oradores que durante a semana contribuíram para o desenvolvimento deste curso. Obrigado à Ana Pessanha (Cooperativa Criativa), ao Luís e à Raquel Beato (Lisbon Lovers) e ao Diogo Teles (Mobitto)!